Allan Roberto regis
Escrito a 16 Fevereiro, 2010 por Allan Roberto regis
É comum ouvirmos a expressão “si mesmo” quando em uma conversa enfocamos os modos pelos quais podemos obter “reconhecimento”. Fica meio que velada a indicação de cautela, pois independentemente do que se exponha, o “si mesmo” indica que cada um é responsável por aquilo que aceita como certo e adequado. Particularmente, chego a duas interpretações sobre o que possa ser o “si mesmo”.

Na primeira imagino um ser humano que, isolado dos contatos com outros seres humanos tenha de sozinho, formar juízo sobre tudo o que o cerca.

Na segunda imagino um ser humano que, apesar dos contatos com outros seres humanos, exerça conscientemente sua capacidade de escolha. Assim, ele daria cunho pessoal a impressões exteriores.

Nos dois casos temos algo a ser reconhecido, as motivações, no entanto, são sutilmente diferentes.

No primeiro a motivação é totalmente interior e as respostas encontradas fruto do próprio refletir. O que pode desencadear a motivação para uma busca por respostas e conseqüente compreensão é, neste caso, no máximo, aquilo que existe em sua forma natural. Considero “forma natural” tudo aquilo que não foi transformado pelo homem. Por exemplo, o que motivou (segundo a lenda) Newton a procurar respostas foi a queda da maça. É um acontecimento natural, sem intervenção humana, sendo assim posso dizer que ele agiu como gatilho fazendo com que Newton procurasse respostas. Um exemplo mais facilmente compreensível aparece na bíblia quando alguém vai ao deserto para encontrar respostas. É um ato que o faz dar as costas a opiniões alheias e força a própria pessoa a refletir em causas, efeitos, interações e etc.

No segundo existe também uma motivação interior, mas ela é efeito de concordância com alguma descrição ou acontecimento. Pensemos em um livro, ele pode ser um estímulo para que busquemos melhor compreensão sobre dado tema, entretanto, não chegamos sozinhos até aquele ponto que o autor do livro chegou para escrevê-lo, não existe bem um gatilho aqui, é mais como se utilizássemos a bala em movimento. Se busca coisas que esclareçam certa questão, mas as respostas são aceitas e não moldadas por quem busca. Seria um concordar com o que outro fez, viveu ou escreveu.

Chegado a este ponto, digo que o “si mesmo”, legítimo, é aplicável somente no primeiro caso, pois o “buscador” tem apenas a si próprio como recurso de socorro.

E vocês, o que pensam a respeito?
 
 
Comentários
Jose Reis escreveu em 16 Fevereiro, 2010 - 15:06
0 Votos
O que busca recebe o que deseja seu coração…e se compreendemos a sentido da doação pura…recebemos a Luz…
José
Jose Reis