De mim...
Do alto do meu castelo, limítrofe sem fronteiras, de outros castelos mais distantes, uma aguarela de nuvens dança em redor. Na penumbra avisto um vale profundo onde corre um rio, borbulhante de fantasias elaboradas, adormecidas nas margens douradas, pela sombra, que lentamente desce dos declives insinuantes, verdes, amarelados, pujantes de ervas que sussurram entre si, os segredos da luz alheia...
Um rio que agora corre por entre as margens que o sustentam na direcção por mim tomada, quando a lua está iluminada, e as estrelas são vento...
E eis que,
oiço um pássaro cantar...
E um rio vai para o mar...